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Taxas de reprovação e abandono nos últimos 20 anos

Por Guilherme Hirata, pesquisador do IDados

A essa altura do ano, muitos alunos já sabem se foram aprovados ou reprovados. Outros já haviam abandonado a escola ao longo do ano, engrossando as estatísticas de crianças e jovens fora da escola. Este post apresenta a evolução das taxas de reprovação e abandono nos últimos 20 anos das escolas públicas do Brasil.

A figura abaixo traz as referidas taxas para cada etapa de ensino: anos iniciais, anos finais e ensino médio. De modo geral, observa-se que houve avanços, principalmente nas séries iniciais. A taxa de reprovação caiu de 13,4% para menos de 6,1%, enquanto a taxa de abandono caiu para menos de 1%.

Já os anos finais e o ensino médio ainda enfrentam problemas. Em 2017, alunos reprovados ou que abandonaram a escola somaram 14,5% do total de alunos dos anos finais (aproximadamente 1,5 milhão de alunos). No ensino médio, o cenário é ainda pior, já que, além das altas taxas de reprovação e abandono (18,6%, que representam 1,3 milhões de alunos), há muitos jovens que deveriam frequentar essa etapa fora da escola.

Chama a atenção que, nos debates eleitorais deste ano, pouco se tenha tocado no assunto. Se um aluno custa por ano cerca de R$ 6.000 (estimativa conservadora), 2,8 milhões de alunos reprovados ou que abandonaram o sistema escolar significam um montante de R$ 16,8 bilhões desperdiçados em 2017. Como mudar isso aí é a questão.

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